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quando o dia nasce
acrílico sobre tela, 27x35cm, 2025
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"quando o dia nasce" sob um céu que parece verter o sangue de mil silêncios, a cena desenha um horror sem tréguas. O chão de terra seca é tingido por poças densas de vermelho, onde a inocência de uma criança treme, em pé sobre o medo, com as mãos levantadas em um apelo mudo. Ao lado de um corpo pálido e alongado, de olhos sem vida, surge a cobra, uma espiral faminta que rasteja e busca, insaciável, envolver a pequena figura. Não há fuga neste espaço de verde murcho e casas de carne: apenas a certeza de que o tempo aqui é medido por o quanto o vermelho consegue ocupar."
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