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INFILTRAÇÃO 2024

 

A exposição "Infiltração" propõe uma imersão artística no centro histórico de Laguna, onde performances, objetos e instalações dialogam com o patrimônio da cidade. A ideia de infiltração carrega o sentido de uma presença sutil, mas transformadora, que interage com a arquitetura e revela camadas de tempo e memória nas edificações. A mostra se constrói não como adorno, mas como provocação sensorial e reflexiva sobre o passado e o presente.

Mais do que celebrar o patrimônio, a exposição questiona sua permanência e possíveis reinterpretações diante das necessidades atuais, como o uso para moradia estudantil. Ao ser temporária, ela enfatiza o valor do instante e desafia a noção de memória como algo fixo, propondo uma visão mais dinâmica, viva e crítica da cultura e da cidade.

INFILTRAÇÃO 2025
 

 

A exposição "Infiltração" propõe uma imersão no centro de Florianópolis, onde artistas dialogam com o patrimônio histórico, social e arquitetônico por meio de performances, objetos e instalações. A mostra é fruto do grupo Desvio, criado em 2024 como espaço coletivo de orientação artística, onde a construção conjunta das obras parte de desejos individuais atravessados por afetos e experiências compartilhadas.

Inspirada na primeira edição realizada em Laguna, a ideia de infiltração carrega sentidos múltiplos: intervenção sutil e crítica na malha urbana, e também evocação da ruína e das transformações do tempo. As obras não adornam o espaço, mas provocam sensações e reflexões sobre passado, presente e futuros possíveis. Efêmera, a exposição desafia a memória fixa e propõe uma nova relação com o patrimônio cultural.

ALGUM LUGAR INESCAPÁVEL 2025

 

Toda existência emerge de uma matéria inicial, de um campo de forças em que corpo, linguagem, imaginação e mundo passam a se compor mutuamente. Algum lugar inescapável* reúne trabalhos que tocam essa zona de constituição, entendendo o lugar como experiência viva, território de invenção e de disputa. A noção de “lugar inescapável” ganha, assim, uma espessura particular. Em diálogo com Édouard Glissant, esse lugar pode ser pensado como aquilo que constitui cada ser em sua relação com a história, com a paisagem, com a língua e com os outros, preservando a opacidade como dimensão vital da existência. Nesta exposição, corpo e território se entrelaçam de maneira incontornável, em ressonância com Gloria Anzaldúa, para quem a experiência da fronteira faz emergir um pensamento em que o corpo se apresenta como geografia viva, superfície marcada por disputas, ancestralidades, deslocamentos e invenções de pertencimento.

*Algum lugar inescapável é o primeiro de dois atos realizados pelo DESVIO – Grupo de orientação de processos artísticos e curatoriais, coordenado por Kamilla Nunes desde 2023, que reúne artistas em torno da escuta, da troca e do acompanhamento crítico de processos em desenvolvimento. O grupo fomenta projetos, exposições e ações que ampliam a circulação das produções para além de seus espaços de criação. O segundo ato, Tudo parte de algum lugar, será apresentado entre os dias 03 e 30 de junho, no Museu da Escola Catarinense (MESC).

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